terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bocejo

E as nuvens choraram suas cores.

Empalideceram e agrisalharam.

Como sangue que deixa um corpo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Para Liesel, com amor.

Chegou aqui numa caixinha de fósforo. Dormiu no vestido. Se deixou levar.

Veio de longe, ou de perto, ou de nenhum lugar.

Veio só me procurar.

Veste um terno permanente. Olhos verdes, inocentes. Tudo só faz assustar.

É um amor diferente, arredio e verdadeiro. É maior que o mundo inteiro, mas no meu colo vem ninar.

Bigodes na menina, nariz de gelatina, minha esmeralda vem dormir.

Mas quando a manhã chega, me acorda com carícias, me recorda de sorrir.

E qualquer um vai fazer minha garota se esconder. Precisa de atenção, para ver seu coração.

Eu entendo tua afeição, com um beijo de nariz. E o que era maldição, é o que me faz feliz.