quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Elvis is great"


Foi como comprar um produto de altíssimo valor e ter pena de tocar, de tirar os plásticos de proteção. É uma mistura de tequila e suco de morango. É como não acreditar que realmente é.

"Lá estava ele, como torta dupla de cereja."

Pega pela boca, como um anzol ao peixe, como o batom à pele. E é alto, como o hino do fim dos dias de cão. E diz que o amor é usável. Ri da espera sem fim. Não entende a sobriedade.

E no fundo nunca fez isso por ninguém. E sabe que ninguém nunca o fez por ele, também.

Não entende direito. Não sabe o que esperar. Desconhece o sentimento de interesse por alguém tão próximo.

É um trem sem bilhete. Sem marcação. Sem direção.

Que diabos eu bebi naquela noite?

domingo, 19 de agosto de 2012

Flutua

Parou no tempo mais uma vez. De um jeito diferente, porém. Um porém que já dura um mês. Trinta dias de invalidez e falta de contribuição para o Estado. Uma falta de resposta para o quesito 'ocupação'.

É sempre um momento de gastura e gastança. De contentamento e contensão.

Dá de crescer, também. Dá de girar o leme pra um novo norte.

Quantos nortes. Quanta interrogação.

Um break. Um boom.

Acorda cedo amanhã, menina, já chega de brincar de casinha.