sábado, 5 de maio de 2012

Metamorphosis


São borboletas os pensamentos de um morto. Ora este tivesse o desfrute da oportunidade de apodrecer sem ser escondido. Sem ser enterrado em uma caixa. Tal qual tesouro pirata de enorme valor.

Frutos da evolução de vermes que trabalharam semanas a finco. Que adentraram seus olhos. Adentraram seus ouvidos e invadiram sua boca. Se esfregaram no cérebro, que repousa na gaiola como um pássaro doente e calado.

Luzes de Natal apagadas por conveniência do tempo.

Comem cada partícula, absorvem e crescem por conhecimento.

Libertam-se. Silenciam-se.

Finalmente e infinitamente.

3 comentários:

Mirely disse...

gostei muito do blog!! parabéns...
mirelymelo.blogspot.com

Jânio Lima disse...

Nossa unica certeza: seremos petiscos de vermes. Abraços excelente teu blog.

mmpoesias disse...

GOSTEI MUITO!! PARABÉNS VOCÊ ESCREVE MUITO BEM.