domingo, 2 de janeiro de 2011

Coleira no Lixo

Eu acredito que eu sou capaz de conseguir tudo o que eu quero. Pela primeira vez. Sempre me achei uma pessoa enfiada numa cidade que não conseguia entender o jeito que minhas ideias nasceram pra correr, mas agora eu entendo e sei o que fazer.

Acredito que passei os últimos oito meses matando quem eu era e tentando me usar como cobaia para coisas que não eram eu. Nem ao menos eram o que eu gostava, ou já gostei. Era uma tentativa de fazer outra pessoa ser parte de mim.

A Física diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, então eu comecei a me moldar, já que não podia ser duas. Me desmantelei em uma pessoa fraca e dependente. Uma pessoa que eu não conhecia e que, provavelmente, levaria um soco na boca de quem eu realmente sou.

Não nasci para ser engaiolada, enraizada ou acorrentada. Meus amigos dizem que eu tenho o espírito muito livre para usar uma coleira. Decidi voltar para a estaca zero.

Eu sou uma pessoa em reconstrução, não em restauração. Não quero ser igual ao que eu era.

À esse ano que passou, eu agradeço por todos os momentos, bons e ruins, pois eles me trouxeram até aqui e me fizeram alguém melhor do que um dia eu fui, mas me alegra saber que ano passado nunca mais vai voltar.

2 comentários:

Luciano disse...

Puxa... Que meus erros tornem-se acertos nos momentos que ocorrerem uma segunda chance.
hehe meu blog ^_^°

Nati disse...

Adorei! Parabéns pela escrita!