Talvez como as maçãs o amor também tenha um prazo de validade. O que foi o sopro que apagou as velas, uma a uma, piedosamente me cedendo um cálido par delas para que me derretessem os dedos de cera e me trouxessem a dor imensa de um óbito sem causa?
Morre assim, não como flores sem água, mas como flores regadas demais. Talvez a culpa seja minha, por ter tanto medo de me dar, depois tanto medo de deixar se perder.
Construiu meus sonhos como prédios sem janelas. Comidos pelo vento de fora a fora. Um quarto vazio que ecoa minha própria voz sem compreender uma única palavra.
Eu não entendo.
Eu não entendi.
1 murder(s):
escrito lindo , tenho ciumes
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