Eu volto para casa, volto para os meus costumes antigos, reformo-os e transformo-os em coisas boas, tão boas a ponto de dizerem obrigada e com licença, como as pessoas nos ônibus. Eu me sinto melhor de um jeito sintético, melhor que antes, me sinto no trem certo, na direção em que eu deveria estar seguindo o tempo inteiro.
Quando a guerra acabou e finalmente consegui pular o muro, eu desfiz os nós e soltei as algemas, só para me algemar em algo ainda mais pesado, que me exige mais responsabilidade e que me faz crescer mentalmente numa velocidade absurda e maravilhosa.
Eu volto para casa todos os dias. No sentido literal e no abstrato. Acho o caminho certo sete dias por semana, acho o lugar que eu chamo de lar, ainda que com o pensamento longe daqui.
Comecei a construir um navio novo que vai me levar muito mais longe do que minha jangada jamais pensaria em ir.
Comecei a construir um navio novo. E dessa vez para buscar um tesouro maior.
0 murder(s):
Postar um comentário