quinta-feira, 18 de março de 2010

Transporte Coletivo

O fim de tarde era cor de baunilha, como normalmente é. Vanilla Sky. Às vezes há mesclas de amora, mas raramente é iogurtado e cor-de-rosa. As nuvens são normalmente densas e pesadas, arroxeadas e volumosas. Só servem mesmo para fazer volume, porque é pouco provável que chova por volta das 6. Servem para refletir alguns raios de sol de vez em quando, brilhando em alaranjado, sussurando o apocalipse sobre o caos do trânsito de Florianópolis.

É bonito. É comum. A beleza dos fins de tarde esvai e derrete com o calor infernal.

Porque eu penso tanto nisso? Acho que de tanto me repetirem que é insanidade, comecei a absorver um pouco disso e trazer para a minha vida. Quem se importa se é normal ou não? Quem se importa se está nas revistas ou não? Ainda acho que possa valer a pena.

Nunca gostei da palavra 'impossível', especialmente porque me remete a filmes ruins de ação, então não use essa combinação de letras em uma frase importante, não vou te dar ouvidos. Ilumina esse cérebro perturbado e me dê alguma pista do que fazer.

Me traz o Polo Norte, que de tão longe, começa a congelar. Com mais motivos do que o Polo que congela aqui no Sul.

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