quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Evolução

Macacos transformados em humanos em laboratórios subterrâneos.

Ou seria o contrário?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Podando Galhos

Às vezes eu tenho medo de que eu sonhe demais. Que eu espere muito de mim mesma. Das pessoas. Do mundo. Coisas que pareciam tão perto, mas não estão. Nem um pouco.

A coisa mais triste que eu percebi ultimamente, é que tudo o que eu tenho é um bolso cheio de planos. Só isso. Já notei algumas raízes minúsculas crescendo embaixo dos meus pés, me prendendo nesse chão que, naturalmente, faz isso. Ele puxa, ele arrasta as pessoas. E elas aceitam, se acostumam e ficam. Para sempre.

Não é frustrante quando tu realizas o quão pequenino tu és, comparado aos teus sonhos? Não dói quando as raízes se enterram cada vez mais na carne e no solo cotidiano? Não é vergonhoso notar que os teus planos, antes tão distantes, começam a se emaranhar entre os tubérculos nas tuas solas, te fazendo querer ficar?

Não quero me tornar uma árvore, igual a tantas quais me recusei a escalar, temendo que a doença 'do fico' fosse contagiosa. Não quero que os meus planos fiquem no alto dos galhos, que se tornaram altos demais para serem alcançados. Não quero que as pessoas tenham medo de pegar a minha doença do 'partindo'. Partiriam os galhos se soubessem o quão bom é não ter raízes. Partiriam as estações e não levariam folha alguma, pois estas seriam constantes planos em aperfeiçoamento, uma reforçada ideia de um sonho. Não quero virar a Figueira. Não quero ser ponto turístico.

Preciso de um machado que corte essas raízes enquanto ainda são pequenas. Antes que as estações mudem e eu me enterre cada vez mais no solo seco. Antes que eu me torne excessivamente alta para que alguém queira se aproximar de mim e escalar meus galhos, buscando saber dos meus planos, já ressecados e amarelecidos, pendurados na ponta deles.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Um Breve Comentário Sobre um Novo Amigo

Ele tem a cor dos limões nos cabelos, como Rudy. Limões sicilianos, do tipo que não se vê muito por aqui. Os olhos são de um azul profundo. Como geleiras. A pele é alva e parece fria, para combinar com o par de olhos congelados. Seu sorriso é feito de cubos de gelo e o corpo esguio faz lembrar estalagmites.

Um garoto de neve protegido por pirâmides.