sábado, 12 de setembro de 2009

GOES-12

O dia de hoje me fez até parar para pensar que os satélites que a gente manda para o espaço estão em constante queda. A gente chama isso de órbita de uma forma ingênua, sem nem imaginar o pânico que o coitado do pedaço de metal caindo deve estar passando.

As últimas semana flutuaram como ônibus espaciais para mim e acho que nunca me senti tão perto de enlouquecer. Todos os meus conceitos de insanidade foram por água a baixo e eu me vi totalmente prestes a surtar. Ando com insônia ou pelo menos trocando a noite pelo dia, o que é ridiculamente perigoso e desconfortável para uma adolescente que tem seu dia iniciado às seis horas da manhã.

Também ando pensando nas minhas notas escolares. Não é menosprezante avaliar a capacidade mental de alguém por alguns números impressos em uma folha fina como seda? Minha escola não acha. Igualmente os algarismos da minha maldita publicação trimestral vinda da escola, que diz que eu não consigo alcançar a média exigida pelas pessoas que julgam que eu posso ser um sete e meio.

Enquanto eu inspiro, o oxigênio aumenta no meu cérebro, juntamente com as perguntas, em uma soma incalculável. Incalculável pelo menos para mim, que ultimamente ando em órbita e, que como o satélite, as pessoas não tem conhecimento de, ou simplesmente ignoram, o pavor que isso causa em quem cai. Talvez seja perda de equilíbrio. Talvez seja queda livre.

Julgando que caminhar é uma constante perda de equilíbrio que nos tira do lugar, então eu prefiro estar perdendo a 'igualdade das forças de dois corpos que obram um contra o outro', como diz a mecânica.

A questão é que tudo ao nosso redor é um confinamento, porque ainda que estejamos nos sentindo livres, ainda estamos presos aos malditos
9,8 m/s² da gravidade, e ainda que a mente esteja solta, o cérebro está preso dentro do crânio.

Um comentário:

The Moonlight disse...

quaanta interdisciplinariedade num texo só :o