segunda-feira, 16 de março de 2009

Os Sinos Dobram

Faz quase um ano. Nem parece. Toda a dor, a angústia, o ponteiro travado no mesmo segundo, que fazia coisas incontáveis acontecerem até que resolvesse se mover, os "pedaços de bolo" que se foram, as luzes que se apagaram, os amores que se esvaíram, as amizades que se perderam. Tudo se foi.

Como o vento que arrasta os grãos de areia, um a um, para o mar, eu me arrastei até chegar onde eu estou agora. Com um ponto de vista mais maduro, mais sensato, mais realista, que me fez entender o porque de as aves migrarem quando o inverno chega. E eu estava certa quando falei de instinto.

Nosso instinto natural é fugir do que nos machuca, do que nos possa causar problemas. E apesar de constantemente fugir deles, eles continuavam a me perseguir, como latas amarradas a um carro de recém-casados.

É legal poder cortar as cordas, mesmo entendendo que pedaços vão ficar atados aos pulsos para que eu nunca me esqueça de onde foi que eu vim.