Só isso. Isso tudo. É o que me amarra as pálpebras nas sobrancelhas várias noites a fio, tentando achar um jeito de deixar que isso se mostre, que as horas que se passam puxem para fora todos esses vaga-lumes prateados que rondam esse pedaço de tecido nervoso. Minha habilidade para me expressar é tão eficiente quanto tentar mostrar raiva sem sobrancelhas.
Enquanto eu espero o sol nascer, filmes passam incansavelmente e, ao mesmo tempo, meus olhos analisam e processam tudo por trás de lentes de óculos. Talvez numa procura de melhor exprimir sentimentos e ter umas frases legais para uns momentos legais, ou sei lá, quem sabe?
Eu estou tentando, juro. Mas botar isso para fora ia ser tão doloroso quanto ter que vomitar a pizza deliciosa do jantar. Talvez eu fale em pensamento, poderia deixar minha metade extraterrestre se comunicar.
Definitivamente, chega de filmes, Juli. E sei lá o que eu escrevi aí em cima, não ando entendendo direito o que eu digo ultimamente.

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