terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Guerra Santa

As portas da Igreja fechadas,
Os fiéis de pés no chão
Sacudiam as grades como macacos em uma jaula,
Em uma inútil tentativa de redenção.

As palavras que não eram gemidos,
Eram gritos de fúria e consagração.
Havia mais piedade nas lâminas das espadas,
Que nos olhos de cada cristão.

Diante do sangue que escorria
De cada veia que se rompeu,
Até os santos se tornaram demônios,
Até do amor de Deus se esqueceu.

Por uma causa honrosa,
Tomaram um santo nome emprestado,
Para abrirem milhares de gargantas,
E irem para o Céu sem terem pecado.

Os motivos nobres fizeram as pernas correrem
e o gume não ver quem degolou.
Mas quem iria dormir depois de três séculos?
Quem lembrou dos motivos quando a luz se apagou?

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