quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Two-ow-ow-nine!

"Então, esse é o Ano Novo e eu não me sinto nem um pouco diferente.
O tilintar do cristal, explosões distantes.
Então, esse é o Ano Novo e eu não tenho nenhuma resolução para a pena que eu mesma assinei para os problemas com soluções fáceis.
Então, todo mundo coloque seu melhor terno ou seu melhor vestido,
Vamos fazer de conta que somos ricos só desta vez.
Soltando fogos de artifício do gramado da frente,
Enquanto trinta diálogos difundem-se em um só.
Eu queria que o mundo fosse plano, como nos velhos tempos
Assim, eu poderia viajar o mundo apenas dobrando um mapa.
Sem aviões, ou tens-bala, ou auto-estradas
Não haveria distância para nos segurar.
Então, esse é o Ano Novo."


(Eu tenho o melhor pai do mundo. E essa é minha última chance, este ano, de te fazer entender.)
(Já são 02:15h do dia 31, então já é o último dia do ano, o blog que é uma bicha.)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Palavras

Elas não são mais do que um soco na boca. E não, elas não me machucam mais.

domingo, 28 de dezembro de 2008

431

"- Vamos ver... Onde estou eu? - perguntou Alice para si mesma. Os sinais do caminho não ajudavam muito. Eles apontavam para todos os lugares.

Então, ela ouviu alguém cantando, e viu um par de olhos e uns dentes brilhando acima de sua cabeça. Devagarinho, o resto do corpo apareceu como que num passe de mágica!

- Ora! Você é um gato!
- Gato Risonho! - respondeu o gato antes que desaparecesse outra vez. Tudo que ficou dele foi seu sorriso malicioso. Alice achou tudo tão maluco que ela mal pôde perguntar em que direção deveria ir.
- Isso depende para onde você quer ir! - disse o Gato Risonho.
- Isso não importa realmente. - respondeu Alice.
- Então, também não importa o caminho que você escolher. - disse o Gato Risonho.
- Todavia, se está procurando pelo Coelho Branco, você deve perguntar pelo Chapeleiro Louco."


(Preciso achar o meu Coelho Branco, mas, onde tá o meu Chapeleiro Louco?)

domingo, 21 de dezembro de 2008

"Take me on a trip I'd like to go someday
Take me to New York,
I'd love to see LA
Take me to Chicago, San Francisco Bay
I really want to go kick it with you
You'll be my american boy"

sábado, 20 de dezembro de 2008

Se é que me entendem, quero dizer, de novo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Se é que me entendem.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

03:03

Dizem que quando as horas e os minutos são iguais, se pode fazer um pedido ou que tem alguém pensando em ti. Por via das dúvidas, sempre fiz um pedido, porque se existe mesmo alguém pensando em mim quando os horários se igualam, nunca me importou realmente.

Deixei de ser supersticiosa quando notei que isso não influenciava minha vida de verdade, e que não mudava nada se eu passasse em baixo de uma escada ou quebrasse espelhos. A única superstição que passei a acreditar desde então, é a que diz que a gente faz o nosso próprio destino.

Minha irmã me disse esses dias: "Eu acho que destino não é que tudo o que acontece é predeterminado, eu acredito que existem certas coisas que devem acontecer na tua vida, mas o caminho que tu fazes pra chegar até elas, é tu que escolhes'. E daí a charada tinha sido resolvida.

Percebi, então, que não preciso dos pedidos do relógio, posso guardar meus pedidos para mim e dar meu jeito de conseguir trazê-los para a realidade, sem dar nenhum mérito aos minutos que imitam as horas, porque eles não vão fazer que tudo se ajeite quando os ponteiros marcarem 03:04.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Chutando o Balde

Já dá de ficar de pé, acho. O lamaçal tá secando e o lodo nem é tão fundo assim. E eles falam, quer dizer, eles falam tanto, que eu parei de me importar. E isso é o mais explícito que vai ser, então é bom começares a aprender a ler as entrelinhas. Está tudo na tua cara, basta que tu olhes do ângulo certo.

Subestimaram muito, então vou mostrar do que eu sou capaz, até onde eu posso ir. Não sou mais a menina no banco do passageiro.

sábado, 13 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Viagem Noturna


Eu estou dando tempo ao tempo. Eu sei que isso é a coisa mais cliché que alguém conseguiu dizer e, que talvez no dia que foi dita realmente fez sentido, mas eu não consigo transformar meu cérebro em outras palavras além destas.

Eu entendi o verdadeiro sentido das coisas. Percebi o quanto a gente precisa se esforçar pra ter o mais medíocre que a vida tem para oferecer. E, sinceramente, não estou selecionando nenhuma palavra, estou simplesmente escrevendo o que me vem à cabeça, só me policiando para não dizer mais do que deveria, então provavelmente o que eu escrever aqui não vai fazer o menor sentido.

São 04:59am, o dia já começou oficialmente, mas os raios de sol ainda nem se mostram, nem um pouquinho, por trás dos prédios. Não consigo pregar os olhos, também nem quero. Me decidi a tomar café, varar a noite e ver o sol subir lentamente, colorindo o céu com aquelas cores que nenhuma marca de lápis de cor vai um dia conseguir imitar. Vou deixar que cada célula do meu corpo se ilumine com a delicadeza de cada faixo de luz amarelo que vem do céu. Deixar que essa luz dê cor ao que está morrendo lentamente. Todo mundo morre lentamente.

Não estou me importando com o exterior, aliás, há muitos anos eu parei de me preocupar neuroticamente. Não nego ataques de pelanca, não mesmo, mas larguei de mão me importar com o que eu vou ouvir de quem passa por mim na rua. Voltei a minha atenção para o interior, treinei meus olhos para verem o coração das pessoas e obriguei meu cérebro a usufruir de tudo o que os meus ouvidos escutam. Abri uma porta em mim que há muito estava fechada, que a poeira comia de cima a baixo e que os raios de sol, os mesmos que daqui um pouco vão arrancar o papel de parede preto que cobre tudo acima de qualquer um nessa cidade, não ousavam penetrar.

Abri as cortinas. Do quarto e da alma. Espero que a manhã venha logo, preciso mesmo iluminar tudo por aqui. Trazer clareza para os meus objetivos e se tem alguma coisa que eu possa cair de joelhos para pedir, é determinação.

Entreguei aos ventos as palavras de amor. As substituí por música. Completei o vazio com palavras alheias, com vozes famosas, com bends de gaita, acordes de violão, solos de guitarra pegajosos e melodias embaladas. Criei um mundo irreal com as palavras dos outros. Projetei os filmes frente aos olhos, como se acontecessem constantemente pelas ruas da cidade. E nem fiz questão de ser a protagonista.

05:10am. Da minha janela só enxergo três luzes acesas nos prédios. Ouço o movimento começando nas ruas, embora o sol ainda não queira mostrar o que ele vai me trazer hoje. Os pássaros cantam. E como eu queria que alguém fizesse ideia de como eles me enchem de vontade de viajar sem rumo! O canto deles vale mais do que mil bends, acordes e solos pegajosos.

O sol nascendo me dá vontade de ter asas. Asas enormes que pudessem abraçar todo e qualquer canto da cidade, que pudessem refletir cada partícula de luz que veio flutuando do espaço e ainda assim deixar elas iluminarem meu peito, através de mim, mandando embora o que eu trago de ruim aqui dentro.

Parece que o sol vai demorar ainda, mas como eu estou dando tempo ao tempo, não me custa dar tempo ao sol também. Tudo acontece exatamente no horário planejado. Isso é o destino. E se algum dia me perguntarem de novo se eu acredito nele, eu vou responder que, definitivamente, sim, sem dúvida nenhuma.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

- What about the stars in the sky?
- Oh, man, how I wish I could turn them all off right now.


- Why?
- They don't deserve us looking at them tonight.




(Pela primeira vez na história, a sorte do Orkut tá completamente certa).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Caixa de Suco

Dentro da minha cabeça existem milhares de vozes, que me sopram coisas aos ouvidos constantemente.

Dizem-me sobre o que eu deveria fazer a respeito da minha vida, contam-me fatos que acontecem quando eu estou ausente, apontam-me em qual pessoa eu deveria confiar. Elas me perturbam. Atrapalham. Talvez por serem tantas.

Elas mudam frequentemente. Gritam, choram, gargalham, suspiram, rosnam, tossem, assobiam. Elas mentem. Mentem muito sobre o que tu pensas. Dizem que sim, dizem que não. São quase tão indecisas quanto a dona da cabeça. Talvez sejam pessoas diferentes.

Algumas riem do que acontece, outras do que ainda está para acontecer. Debocham, zombam. Vozes ridículas! Tiram-me o sono durante horas, falam tão alto que os olhos custam a fechar. As vezes queria que elas sumissem. Deixassem-me sozinha em mim, fazendo com que meus pensamentos ecoassem dentro da caixa craniana.

Elas andam dizendo muito sobre ti, como sempre, mas coisas relevantes. Espero que estejam certas.


E se tu perguntas o que as vozes me dizem, eu respondo que te deixo escolher.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Currículo

(- Ei, Jô, não sei o que botar no meu currículo.
- Põe qualquer coisa. Olha esse filme aqui, me disseram que é tipo Bruxa de Blair...
- Credo, falando nisso, acho que se fosse eu ali no Bruxa de Blair, eu ia apavorar! A hora que ela chega na casa da bruxa e tá o cara de frente pra parede e tals...
- Queria ser a primeira a morrer, cara!
- Pô, eu também. Acho que se eu sobrasse, ia ficar batendo com a cabeça numa árvore até morrer, ou me afogar num rio... Não sei...)



Inteligente e extremamente racional em momentos de desespero.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Hipnose

A garota, o garoto e o velho cego. Todos sentados em uma cerca. A garota sussura ao ouvido do garoto:

- Às vezes eu fico pensando aqui: deve ser triste para ele, sentir o sopro do vento no rosto e saber que se está diante da imensidão do céu e não fazer ideia nem de como a cor azul é.