terça-feira, 21 de outubro de 2008

Abre-te Caixa!

É incrível como se a gente revira tudo, encontra coisas que eram tão valiosas, e que hoje em dia não têm mais tanto valor. Ou aquelas que foram jogadas em uma caixa por descaso e hoje têm uma importância imensa.

Vasculhei minhas velharias hoje. Achei coisas que não via desde que eu tinha 6. As cartas, os brinquedos, os papéizinhos trocados... Quantas dessas pessoas já sumiram daqui? Quantas eu nunca mais nem vou saber sobre, mas que naquele momento, irrelevante nestes dias, significaram tanto? Tanto que sumiu.

Ainda posso te mandar duas cartas. Os anos passam e como mágica, as caixas se enchem de lembranças. Dentro da cabeça, dentro do armário.

O fim do texto foi removido, na verdade faltam palavras, como em alguns papéis rasgados que encontrei. Quem sabe seja bem melhor que não saibas a resposta exata para 'tudo bem por aí?'.

(Vou fazer falta, assim como tu me fazes nesta tarde nublada de Outubro).

Um comentário:

RotinaCotidiana disse...

E as caixas sempre estão aumentando, na mesma proporção que o tempo diminui.