segunda-feira, 29 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Àqueles Que Me Odeiam

Dou-lhes razão. Não poderia considerar-me uma pessoa sensata, pelo fato de não ter como fugir da insanidade que por muitas, muitas vezes foi a única que permaneceu ao lado meu. Tenho, ainda que pouca, maturidade para julgar quando meus atos estão corretos, mesmo que vocês não tenham a decência para julgá-los errados, pois não conseguem dar um passo sem precisar segurar-se no rabo dos outros elefantes.

A pedra no sapato tem minhas iniciais e, se querem mesmo saber, eu me divirto muito ao ouvir das mentiras que me contam, das bobagens que me falam, das promessas falsas que me fazem e das risadas que ecoam às minhas costas. Pensaram que eu não soubesse? "Tentando enganar uma trapaceira, amigão? Vocês me fazem rir!"

Àqueles que me odeiam: o dia em que se livrarem de mim e o espaço da pessoa que vocês precisam odiar ficar vazio, talvez percebam que por me odiarem tanto, eu já sou parte de vocês.


Porcaria de Tenerife!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Macacos

Macacos só falam de macacos. Macacos só falam com macacos. Macacos acham que não comer banana é grande coisa. Macacos acham que um polegar opositor é grande coisa.

Macacos mordem. Macacos pulam. Macacos fazem cocô.

Afastem-se da jaula dos macacos. São só macacos.

domingo, 14 de setembro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

"Quer Saber? Que Se Foda, Hoje é Sexta!"

Ontem o dia foi uma maré de azar só. Começando pelo atraso costumeiro. Me arrumei rapidão, fui para a escola e tudo mais. Passei a manhã todinha estudando para as quatro provas que eu faria a tarde.

Perto do almoço começou a chover e eu ainda tive de andar até a casa da minha avó. Voltei para o colégio e cheguei lá molhada, mas menos do que se tivesse ido sem a sombrinha que a minha avó me emprestou.

Fiz as provas e PUXA VIDA! Não sei fazer P.G.. Mas enfim, saí tonta da segunda chamada e na volta emprestei a sombrinha, que já era emprestada, para uma amiga minha e vim 'protegida' com o capuz do casaco. Na metade do caminho já estava sem o capuz porque minha cabeça já estava tão molhada quanto o mesmo e meus tênis quase tão encharcados quanto minhas roupas e meias.

Sempre pego um atalho que não pode ser pego por causa das cerquinhas que protegem a grama, mas estava chovendo e eu não queria andar, não queria mesmo. É aí que passa uma viatura e SURPRESA! Ande mais um quarteirão na chuva! Quebrei o vidro do meu relógio num portão e depois de guardá-lo na mochila, percebi o quanto estava desprovida de tecnologia: sem celular, sem MP4 e agora sem relógio. Como se não bastasse tudo isso, ainda tranquei meus dedos na secadora.

Antes má sorte do que sorte nenhuma.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A Guerra

Tu caminhas em minha direção, e a cada passo teu vejo mil soldados vestidos de preto rugirem em um coro, enquanto os tanques de guerra esmagam tudo mais aos teus pés. As lentes dos teus óculos refletem os olhares para aquela imensidão que chega sem som algum para os ouvidos alheios. Os meus, por outro lado, estão ensurdecidos com as explosões que causas aos meus olhos.

Meu exército é rubro, como o sangue que espirra dos desafortunados que cruzam teu caminho. O progresso das tropas da minha nação é leve, passaria despercebido se a guerra não fosse entre nós dois apenas. Meus braços cansados miram rifles aos milhões e eu sou um exército em uma só. Eu sei que eu consigo fazer isso.

Quando os caminhos não têm mais espaço para se divergirem, e as batidas dos tambores já soam descompassadas, para corações descompassados, em uma marcha descompassada, em um momento do tempo em que o mundo todo está descompassado, meu uniforme vermelho mistura-se com o teu inicialmente preto. Uma única cor.

O silêncio me enlouquece e tu não me escutas gritar as dores de uma perda maior. Uma perda tão grande, que precisa de milhões de soldados para que caiba em uma só pessoa. E o que me resta é o vazio no peito, literalmente, porque meu coração já nem me pertence mais.

Superboy, Supergirl

"Oh, I've got a question for your Superworld: What gets you through? Who gets you past? And how do you fly so fast? Oh, is it the fame? 'Cause everybody knows who you are? Well, it can't be the same, 'cause I hear you're from outer space, pretty far.

Superboy's got his problems, and Girl's got her hang-ups, and I know that it can't be easy to be Superboy in a messed up world, these days. Or a Supergirl in a thankless world, these days.

I said, 'Please, don't let them get you down, because you're the only superheroes in our town!'."

[Tullycat]

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pegue a Capa. Vista a Capa. Voe

"Eu disse que eu sairia num vagão para fora dessa cidade, fora dessa mentira para encontrar a confiança e a esperança que eu perdi em mim em 2005, mas eu saí? Teria um Segundo Capítulo se eles não tivessem deixado a Estrela da Morte viva? E eu deixei? Deixei?

Se 'uma canção para' fosse minha justificativa para as introspectivas coisas que eu escrevo, então esse é o máximo que alguém vai ouvir sobre a minha vida pessoal. Então por que? Se as desculpas que eu te devo são tão públicas quanto as estrelas no céu. "Se eu, se eu..."

Tu sabes que eu quero ser alguma coisa importante, entende? E eu quero voar como uma pipa no céu. Tu não precisas de um grau pra desfazer essa melodia, mas essa aqui não é para ti."

[Get Cape. Wear Cape. Fly]

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Travesseiro

As pessoas dentro da minha cabeça me cumprimentam, me estendem a mão e me afagam o cabelo enquanto meus olhos permanecem fechados, mas sempre que eles se abrem, elas não estão lá.

Elas me sussurram algumas coisas que eu não consigo entender claramente, elas sorriem. Quando eu entendo, falam sobre flores, falam sobre nuvens, sobre coisas que eu não compreendo. Comentam sobre o futuro, mas eu finjo que não escuto.

Acho que por isso elas gritam de vez em quanto, extremamente alto. Fazem meus olhos escancararem no escuro do teto, perceber que se foram mais uma vez, e não poderia dizer que escuta-se os grilos do lado de fora, pois tudo que escuto são vagabundas brigando e as buzinas dos carros que nunca, nunca cansam de passar.

Fecho-me de novo. As paredes somem e os céus azuis são intermináveis. As pernas se movem e o balanço do mar me faz esquecer do que se passa fora dos meus ouvidos, fora das cortinas de pele que me cobrem os olhos. E as pessoas ainda estão aqui, elas sempre estão aqui. Elas cantam e chamam por mim, não gritam comigo, gritam por mim. Mas eu não quero. Eu não vou.

Navegam. Naufragam. Afundam.