segunda-feira, 25 de agosto de 2008

E quando...

Tu me perguntares ou procurares em todos os lugares, olhares em todas as direções buscando de onde eu venho, responderei que nunca saí do lado teu, nunca deixei-te dar um passo cego rumo ao nada, nunca deixei de sondar teus sonhos procurando ali a verdade que encontro nos teus olhos. Entretanto deixei que escapasses meio ao breu, dentre as brizas da noite, enquanto fiquei sentada nas calçadas desta cidade que por vezes não recordo-me o nome.

Passava da meia noite quando a faca foi lançada. Os cães latiam e ouvia-se um revirar de latas de lixo do lado de fora das janelas de blindex. Quando deitava-me desejava estar no terraço, quando estava no terraço desejava estar no alto das antenas de telefone, aquelas bem altas, que provavelmente me deixariam ver até Heath Ledger em outro mundo, fora dos olhos.

Mesmo assim seria improvável ver-te de tão elevada altitude, poderia ver qualquer um, menos tu. Porque mesmo quando presente estavas ausente, e a ausência que me causas não me deixa te deixar, não me deixa te perder, porque quando olhas nos meus olhos... Eu compreendo que não podes ficar.

Porque quando estais por perto queimas todas as flores aos teus pés, transformas meus cabelos em minúsculas borboletas negras que me turvam a visão. E não, não quero que fiques, quero que sumas meio as ruas de asfalto. Quero que sumas. Como todo o sentimento que havia em mim.

3 comentários:

RotinaCotidiana disse...

HUmmm Ju belo texto, da pra ficar pensando a noite toda, mas já que estou na aula só vou pensar na aula mesmo hahaha

Bjonesss

Carmen disse...

Que coisa mais linda!!!! AMEI

disse...

não me assusta, macaca. Entendo. Mais uma vez!

:*