sábado, 21 de junho de 2008

Uma Montanha-Russa

Daqui até aí. Vai dizer que a idéia não é boa?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Meu Testamento (My Will)

Este texto caiu na prova de inglês de hoje e eu tive o trabalho de copiar e traduzir pra colocar aqui porque achei muito massa!


"Quando minha hora chegar, não tente introduzir vida artificial no meu corpo pelo uso de uma máquina. Em vez disso, dê minha vista para um homem que nunca viu um nascer do sol, um rosto de bebê ou o amor nos olhos de uma mulher. Dê meu coração a uma pessoa que o próprio coração causou nada mais que intermináveis dias de dor. Dê meus rins para alguém que depende de uma máquina para existir de semana a semana. Pegue meu sangue, meus ossos, cada músculo e nervo no meu corpo e ache um jeito de fazer uma criança aleijada andar.

Explore cada canto do meu cérebro. Pegue minhas células, se necessário, e deixe-as crescer até que, algum dia, um menino mudo seja capaz de gritar assim que seu time marcar um gol e uma menina surda de ouvir o som da chuva contra a sua janela.

Queime o que sobrar de mim e espalhe as cinzas nos ventos para ajudar as flores a crescer.

Se você realmente quer enterrar alguma coisa, deixe que seja meus erros, minhas fraquezas, e todo prejuízo contra os meus semelhantes.

Dê meus pecados para o Diabo. Dê minha alma para Deus.

Se você quiser se lembrar de mim, faça isso com um bondoso gesto de palavra para alguém que precise de você. Se você fizer tudo que eu pedi, eu viverei para sempre."
(Robert N. In: "To Remember Me"
Cincinatti Post, 1982)

domingo, 15 de junho de 2008

Queijo e Goiabada

Essa semana passou devagarinho, bem devagarinho. Acho que se eu estivesse dormindo, pareceria aqueles sonhos que parecem ter horas, mas na verdade duram apenas 15 minutos.

O clima frio e o tempo nublado congelam os dedos, pés e nariz, diferente não seria com o coração, se não estivesse aquecido pelo amor que guardo com muito carinho e cuidado aqui dentro.

Coberta até os dentes, me engano por alguns segundos, desacreditada de estar morta. Mas os vermes que me comem o cérebro evidenciam o que os lençóis de desenhos geométricos desesperadamente tentam esconder. As memórias, uma a uma vão sendo apagadas, substituídas por um vazio que me abraça ternamente.

Vazio este que lembra por bem de não apagar o teu nome do meu peito, dos meus olhos, da minha cabeça. Marcado em mim como ferro em gado, como tatuagem. E mesmo que eu tentasse, que eu quisesse lavar de mim, é impossível, porque já faz parte, me completa. Que bela tatuagem.

Se eu fosse um quebra-cabeças de mil peças, quinhentas delas estariam contigo e as outras quinhentas ainda por montar. É como cara e coroa, uma moeda da sorte. E com a sorte grande. Sorte a minha, por ter te encontrado, por poder te chamar de meu e te ceder todo o espaço incompleto e vazio que os vermes deixaram por preencher. As páginas em branco.

E eu realmente não me importo com o teu passado, também não me importo com o meu. Desde que o meu futuro seja estar do teu lado, esquentando meus dedos, pés e nariz de dentro para fora, sem precisar de cobertores me esquentando de fora para dentro. Sem lençóis cobrindo meu rosto e fingindo que estou morta, quando, na verdade, eu não estou. Graças aos olhos teus me deixando ver algo mais, devolvendo o brilho ofuscado de um coração e uma cabeça com problemas demais.

E quanto aos problemas, exceto os teus, não quero ouví-los, pois os meus estão de bom tamanho, obrigada.


[Nunca pensei que fosse, agum dia, precisar tanto de alguém, nem que fosse entender um pouco do que se diz respeito amar.]

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Castelos Suspensos

Me sinto como se a minha vida estivesse sendo vivida em outro lugar. Algum lugar que eu não faço idéia de onde seja.

Os amigos que eu vou ter, todos lá, mas só os amigos, porque o amor eu já sei quem é e onde está, só falta eu achar o ônibus com o destino certo.

Fecho os olhos, não há nada para se ver por aqui.