segunda-feira, 28 de abril de 2008

Não Me Acorde, Faço Planos Enquanto Durmo

Quando me deito para dormir, os olhos procuram algum ponto luminoso no meio do breu que derruba o quarto. Sozinha, o mundo se desliga e tudo que acontece parece se voltar para mim. Sozinha. Exceto por ti, no pensamento.

Prefiro nos deixar no escuro, tão escuro quanto este, que completa as quatro paredes em que me encontro agora, que as pinta de um preto profundo, que me deixa sem ver um palmo a frente do nariz. No escuro para os demais, pois de que vale as palavras que não saem das nossas bocas e os pensamentos que não saem das nossas cabeças?

Por mim, o mundo inteirinho poderia ficar desligado para sempre, desde que estivesse a sua mão junto da minha.

E quando durmo, sonho contigo e com tudo o que eu planejo. Os relógios não têm ponteiros, porque o tempo não precisa passar. As palavras fluem fácil e eu realmente não me sinto assustada, porque quando penso em ti, os olhos encontram tal ponto luminoso o qual buscavam durante horas.

Acordo e me vejo longe o bastante para preferir continuar dormindo para sonhar com a vida idealizadamente real que acontece dentro da minha cabeça. As pálpebras sobem como cortinas e deixam ver que os relógios agora exibem três ponteiros: um fino e comprido, que se move rapidamente, um médio, com movimentos semi-lentos e um pequeno e gordo, que se arrasta ao invés de andar. Embora se movam em velocidades diferentes, todos amarram as horas o máximo possível, como se não quisessem deixar o tempo seguir.

Queria dias mais curtos.

(Inspiração para o título do post)
The Postal Service - Sleeping In



[Um beijão no dedão queimadão! Viva a bolha!]

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Olhos Abertos

Ando meio relaxada com isto aqui, mas 'vamo' lá.

Nos últimos dias tenho percebido em algumas coisas banais, como de costume. Hoje, voltando da escola, eu estava caminhando junto de uma rua asfaltada e super movimentada, quando passa um velho de carro e dá aquela buzinadinha NOJENTA e bem típica daquele tipo de gente. Sem pensar duas vezes mostrei o dedo do meio com gosto e ainda tive de ouvir de um pedestre: 'Ih, estressadinha?'. Isso me fez pensar em como a mulher é reprimida nos tempos atuais (ainda). Por que diabos não posso mostrar o 'pai de todos' para um cara que me incomoda? Entende onde eu quero chegar? O ponto é que nós estamos tendo que engolir certas coisas que nos aborrecem só para parecer simpática. Mas não preciso parecer simpática para ninguém, principalmente para um velho porco qualquer.

Outra coisa são as amizades... Andava tão cega quanto a isso, como se meus olhos tivessem sido arrancados das cavidades e pisoteados até se tornar algo homogêneo. Como pode uma coisa dessas? Não é a primeira vez que falo de falsidade aqui no blog, algum tempo atrás escrevi um texto chamado "Títulos de Propriedade", que falava de duas das minhas amigas que eu havia apresentado uma à outra e que saíram sem mim, o que me deixou um pouco chateada, o problema é que isso continuou se repetindo e se repetindo e ainda se repete, eu finalmente criei vergonha na cara e mudei o nome do título que ambas tinham e hoje posso chamá-las "Colegas", as que "não fedem, nem cheiram".

Por fim, vou falar das notas. Que desgraça de escola é essa que a gente estuda, estuda e se dá mal? Vou te contar, ein! To indignada!

Tá, é isso, fim.

sábado, 5 de abril de 2008

Em Caso de Zumbi

(Li este artigo na Internet e achei super útil, sei lá, vai que acontece, né... Nunca se sabe.)



"10 coisas que não se deve fazer em caso de um ataque de zumbis:

Porque, de acordo com o site de arquivos-zumbi, os zumbis estão... rapidamente se tornando um problema em grandes cidades, nós deveríamos seguir essa lista de 10 coisas que não se deve fazer durante uma invesão-zumbi.

10) Não toque fogo em um zumbi. Zumbis queimando têm um cheiro horrível.
Não temos certeza de porque você vê isso em todo filme de zumbi, mas ainda se é de pensar que, pior que um zumbi, é um zumbi em chamas. Lembre-se, pode demorar um tempão para que um zumbi queime até a morte - mais de dez minutos em alguns casos gravados. Você realmente quer um zumbi flamejante, flamejando também você e seus amigos? Mantenha a segurança - as chances são boas de que não tenha nenhuma infraestrutura anti-chamas durante um ataque-zumbi se as coisas saírem do controle.

9) Não seja sentimental. Os zumbis não vão.
Certo, era a sua casa. Certo, eles eram sua família e amigos. Mas agora isso é um ninho de zumbis, e eles são zumbis. Fique por perto, e sua melhor chance é virar comida de zumbi - ou pior, terminar um zumbi como o resto. Zumbis não têm nenhum sentimento - você também deveria.

8) Não esqueça de fechar a porta atrás de você. Zumbis geralmente aparecem sem ligar antes.
Você nasceu em um celeiro? Zumbis podem não ser os mais inteligentes, mas eles conhecem uma porta aberta quando vêem uma. Mantenha sua fortaleza suburbana de zumbis segura lembrando de trancar e fechar as portas. E não as bata também! Os zumbis odeiam.

7) Não mantenha zumbis no porão. Mesmo se eles forem sua família zumbi.
Devoção à família e amigos é o toque. Que seja, você não vai querer eles tocando em você depois de mortos. Faça um favor a você mesmo e tenha certeza de que colocou seus amigos e família zumbi para baixo corretamente. Lembre-se, não tem cura para zumbificação, e os manter por perto só prolonga o sofrimento deles e aumenta o risco de todos. A propósito, você realmente quer ser comido por seus amigos?

6) Não tente se reunir com amigos/família de longe.
Parece uma grande idéia, não? É o que todo mundo pensa. Veja, faça a matemática. Se você deixar sua casa ao meio-dia, indo em direção da casa da sua mãe, viajando a 3km por hora, e um bando de zumbis deixa a vizinhança dela ao mesmo tempo, indo em sua direção a 1km por hora, que hora você será comido por zumbis? Pule a matemática e releia o passo 9.

5) Não vá para baixo, os zumbis podem ir para baixo também.
Zumbis não podem escalar. Você sim. Em visão disso, por que você iria escolher ir para baixo ao invés de ir para cima? Fique longe de porões, barrancos, esgotos, e qualquer lugar que zumbis possam desengonçadamente perambular/cair em e não serem capazes de sair. Lembre-se, é improvável que um humano esteja em um esgoto, mas zumbis não dão a mínima para o cheiro.

4) Não chame a atenção para a sua presença. Os zumbis podem estar ouvindo.
Zumbis que ainda possuem suas orelhas têm estatísticamente mostrado ter um reconhecimento acima da média de freqüências ultra-sonoras. Se você absolutamente vai explodir música enquanto mata zumbis, faça isso no seu Ipod, e você provavelmente vai querer aproveitar aquela festa do bairro até depois que o ataque zumbi for pro espaço. Durante uma invasão de zumbis, lembre-se de colocar seu celular em vibracall - só por garantia.

3) Não fique na frente de janelas. Isso é burrice!
Você pode pensar que para isso não se precisa de aviso, mas precisa. Janelas são uma defensa estética ao meio ambiente, não proteção a zumbis e os mortos vivos. Uma vez que você achar sua fortaleza, bloqueie as janelas o mais rápido possível e fique longe delas. Seja lá o que você faça, não grite palavras de costas para elas.

2) Não seja muito criativo na defensa contra zumbis.
Claro, os dentes da serra elétrica na sua caminhonete pareceram uma boa idéia na hora, antes de você encher seu carro com incensos e exausto, desmaiar nas rodas e ser serrado ao meio. A tentação de ser muito criativo em despachar zumbis pode parecer quase irresistível as vezes, mas quando isso se torna matar zumbis, aquele velho provérbio diz: Seja simples, idiota!

1) Não seja "aquele babaca" no seu grupo.

Análises de texto de filmes de zumbi têm provado que "aquele babaca", um personagem que está ao mesmo tempo em toda parte em filmes de terror de zumbis e sobrevivência, têm apenas 4.32% de chances de sobreviver até o final do filme.
Estudos mais atuais têm desafiado aquela figura, citando vários filmes em que "aquele babaca" foi promovido à “o outro, mais babaca,” que então assumiu o status de “aquele babaca”.



Agora vocês estão seguros!"

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Cidade Fantsma

Já perdi algumas horas olhando as luzes de néon dessa cidade fantasma. Os carros passam tão devagar que as calçadas arrastam-se com eles. A chuva cai extremamente fina, mas algumas estrelas insistem em se exibir. O clima está frio, de maneira razoável, permitindo que se use uma camiseta de mangas compridas, mas não um casaco pesado.

As janelas dos prédios acendem e apagam aleatoriamente, fazendo com que as pessoas que ali moram se tornem previsíveis com o passar do tempo, deixando-nos destingüir até mesmo os cômodos dos apartamentos. Em alguns deles, elas brilham em azul, depois em branco, sinal de televisão sintonizada na Globo, onde a sujeira do mundo se mostra com elegância. Enquanto a sujeira dos prédios nem aparece com o escuro.

Os postes marcam as ruas como luzes de Natal marcam o pinheirinho, contornando-as e deixando ver seu começo e fim de longa distância.

Os carros já passam mais depressa pois passam das 22h e os semáforos sintilam luzes vermelhas, que piscam de um em um segundo, informando que a passagem é livre.

Já é habitual olhar a cidade com um ar diferente, mudando as palavras para que ela pareça ter vida para os outros, enquanto para mim sempre será a cidade fantasma onde nasci e cresci.

'Eu nunca rezei, mas hoje eu estou de joelhos'. Quanto tempo falta para eu sair desse buraco, meu santo?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Maré de Azar

Onda, onda, olha a onda! (tchátchá)

terça-feira, 1 de abril de 2008

'C' de Centro

A Ilha de Florianópolis, principalmente a parte do centro, anda crescendo de maneira descontrolada, mas com uma beleza tão incrível que me faz perguntar se ainda estou na mesma cidade. E a burguesia possui uma desorganização semi-planejada.

Os prédios são magestosos, quase sempre com nomes importantes de militares e políticos, que naturalmente já estão abaixo dos nossos pés há tempos. As ruas apesar de extremamente confusas, são arborizadas, e as sombras transferidas das folhas para o chão de asfalto, dão o significado perfeito de 'selva de pedra'. Os muros desses residenciais, por muitas vezes são de vidro, deixando transparecer a senhoria que os edifícios exibem com naturalidade.

A cultura é algo que as pessoas parecem transpirar. Vindo das janelas dos 'palácios suspensos', ouve-se risadas e cumprimentos, que não me parecem familiar quanto ao século em que vivemos. As roupas são bem planejadas, detalhadamente combinadas, e até os despojados parecem ter perdido horas desalinhando com perfeição os fios de cabelo e escolhendo um tênis com aparência de surrado que combinasse com o tom da estampa da camiseta.

As pessoas são tão bonitas e sofisticadas, que mesmo se eu estivesse usando um vestido longo de grife e diamantes até nos ossos enquanto caminho pelas largas ruas nomeadas com nobreza, passaria despercebida no meio da elite que passeia com seus cachorrinhos de pequeno porte e sangue puro, tão puro quanto o dos donos.

O ambiente traz um ar tão aconchegante, que apesar de nunca ter morado no centro da cidade, me sinto totalmente em casa, deixando a mostra um leve sorriso na face. Não sei se dinheiro traz felicidade, mas parece. Pela primeira vez em muitos anos desejei ser tão rica a ponto de mandar buscar os tênis das mais diversas cores de qualquer parte do mundo, sem nem precisar me preocupar em contar o dinheiro que me saía do bolso.

Mas os muros pichados denunciam que aquela magestade toda continua sendo um bairro de uma cidade qualquer. Com mendigos, prostitutas, catadores de lixo, pedintes, entre outras figuras que ajudam a distingüir classe média alta de classe média baixa, e de sem classe.

O cheiro da fumaça dos carros lá cheira igual os carros do lado aqui do Continente, os passarinhos também cantam da mesma forma e as baratas dos restaurantes caríssimos são sujas como as daqui. A ironia, é que as baratas que andam nos restaurantes 'ilheiros', se assim posso chamá-los, comem os cadáveres burgueses, enquanto as dos restaurantes do continente comem a classe sem classe. Mas ainda mais irônicos, somos todos nós, que comemos esta comida e sorrimos com dentes de pérolas, sem nem nos dar conta de que lambemos as ossadas de nossos adubos humanos.