sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Round 1

Sempre tão certo, tão bonito, tão inteligente. És impecável, és inalcansável, inatingível. Perfeito, complexo, correto. Chego-me a perguntar o que vejo em ti. Um oposto. Sempre andas na linha, as camisetas são brancas, sempre limpas e as calças escuras sem aparentes pêlos de gato, cachorro ou qualquer animal que solte parte de sua cabeleira pela casa, que acabam, por fim, a abraçar nossas pernas na espera de serem escovados para longe.

Apesar de não saber o que vejo em ti, odeio-te. Por motivos mais vezes aparentes do que invisíveis (muitos deles, citados acima). E eu canso de não ser perfeita aos olhos teus. Porque sempre tem alguma sirigaita que arrasta as asas para cima de ti. Ciúme e, só. Mas quem foi que um dia disse que ciúme não é raiva?

Não perco por esperar, nem mesmo tu. Nunca brigo, não xingo por raiva, não meto os pés pelas mãos, não ajo sem pensar, mas desce do tamanco, lôra, porque eu hoje eu vim para ver teus ossos quebrados e teu sangue pingando.

Nenhum comentário: